O Conflito com a Mecânica Clássica


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E
m analogia com as ondas mecânicas pensava-se que era natural a existência de um meio de propagação para as ondas eletromagnéticas. Um meio com propriedades mecânicas tais como elasticidade e densidade, por exemplo. Os cientistas propuseram a existência do éter luminífero como meio mecânico de propagação da luz e ele deveria preencher todo o espaço. Na verdade, a ideia do éter foi introduzida primeiramente por Descartes (1596–1650) para explicar as interações entre corpos que não estão em contato, hoje descritas a partir do conceito de campo!


Um meio material bastante estranho... Ele deveria ser a mais “suave” das substâncias para que a matéria se movesse através dele sem resistência, sem atrito. Afinal de contas, a Terra e os demais planetas atravessavam esse meio ano após ano sem qualquer redução em suas velocidades, sem qualquer resistência. E, em contra partida, tal como as ondas mecânicas, quanto maior a velocidade de propagação num meio maior deve ser a força restauradora. Sabemos que a velocidade da luz é extremamente alta, logo ao atravessar o éter uma força restauradora extremamente intensa seria necessária para restaurar o meio quando esse fosse perturbado pela propagação da luz!

CUm tanto contraditório você não acha?! Mas, os cientistas acreditavam que a velocidade da luz c obtida por Maxwell deveria ser a velocidade da luz medida em relação ao éter. Isso porque a aparente violação do princípio da relatividade pelo eletromagnetismo levava a uma convicção geral de que as equações de Maxwell valeriam em um referencial privilegiado, no qual as ondas eletromagnéticas teriam velocidade igual a c.