O Conflito com a Mecânica Clássica
![]() Empenhados em evidenciar a existência do éter, os cientistas partiram em busca dele. E dentre eles, Michelson que encontrou um método fantástico. Sua ideia foi a de utilizar um experimento de interferência de ondas de uma fonte de luz monocromática para medir a velocidade orbital da Terra através do éter. Com este objetivo, Michelson encontrara um método que parecia infalível. Imaginemos dispostos sobre um corpo rígido dois espelhos com suas faces refletoras voltadas uma para a outra. Um raio de luz necessita de um tempo bem determinado t para ir de um espelho ao outro e retornar ao primeiro, caso todo o sistema esteja em repouso em relação ao éter. Mas, encontramos (pelo cálculo) um tempo t´ um pouco diferente para este processo se o corpo, juntamente com os espelhos, estiver em movimento em relação ao éter. Mais ainda: o cálculo indica que, para uma dada velocidade v em relação ao éter, o tempo t´ é diferente se o corpo se movimenta perpendicularmente aos planos dos espelhos ou se ele se movimenta paralelamente a esses planos. Embora a diferença calculada entre estes dois intervalos de tempo seja diminuta, Michelson e Morley introduziram uma experiência de interferência na qual a diferença deveria ser claramente evidenciada. (Albert Einstein, A teoria da Relatividade Especial e Geral; tradução do original alemão Carlos Almeida Pereira - Rio de Janeiro: Contraponto, 1999, p.47-48.). Clique e realize as atividades sugeridas: Atividade I e Atividade II |

Empenhados em evidenciar a existência do éter, os cientistas partiram em busca dele. E dentre eles, Michelson que encontrou um método fantástico. Sua ideia foi a de utilizar um experimento de interferência de ondas de uma fonte de luz monocromática para medir a velocidade orbital da Terra através do éter.
Com este objetivo, Michelson encontrara um método que parecia infalível. Imaginemos dispostos sobre um corpo rígido dois espelhos com suas faces refletoras voltadas uma para a outra. Um raio de luz necessita de um tempo bem determinado t para ir de um espelho ao outro e retornar ao primeiro, caso todo o sistema esteja em repouso em relação ao éter. Mas, encontramos (pelo cálculo) um tempo t´ um pouco diferente para este processo se o corpo, juntamente com os espelhos, estiver em movimento em relação ao éter. Mais ainda: o cálculo indica que, para uma dada velocidade v em relação ao éter, o tempo t´ é diferente se o corpo se movimenta perpendicularmente aos planos dos espelhos ou se ele se movimenta paralelamente a esses planos. Embora a diferença calculada entre estes dois intervalos de tempo seja diminuta, Michelson e Morley introduziram uma